sexta-feira, 5 de abril de 2013

Escola e alunos ‘digitais’ desafiam professor ‘analógico’

VOCÊ NASCEU NO SECULO XX? OPS!!!! VOCÊ TALVEZ SEJA ANALÓGICO!!



Galera vamos dá uma olhadinha neste artigo, e se puderem deixem suas opiniões nos comentarios.

Valeu!

http://chicoterra.com/2013/04/03/escola-e-alunos-digitais-desafiam-professor-analogico/

QUE TAL USAR A NOSSO FAVOR?!

Muitos podem achar que as redes sociais não contribuem em nada, honestamente, essas pessoas precisam se "conectar" um pouco! As redes sociais, podem sim envolver polemicas e criticas de vários tipos, principalmente ao que diz respeito a privacidade, contudo, como tudo no mundo ela possui seu lado bom, que, por incrível que pareça, também, é essa falta de privacidade. A transparecia que existe nas redes ajudam o povo a ter mais acesso ao que cerca as politicas no Brasil, com o uso da internet e também da rede social ficou muito mais fácil ver, fiscalizar e manifestar-se contra (ou a favor) as atitudes governamentais. O Brasil é um dos piores quando o assunto é corrupção, tudo se faz roubando e por "debaixo do pano", porém antes tudo eram muito pior sem a internet pra dar esse apoio, as informações simplesmente não aparecia, ninguém leu, ninguém viu, ninguém ouviu. Vamos usar esta falta de privacidade pra vigiar e combater a corrupção o pior dos males do nosso país, é ela que estar na base de todos os nossos problema, não só agora mas através dos tempos, entretanto nos temos uma nova e eficiente arma a nossa disposição: CONEXÃO!!

Quer saber saber mais sobre, dá uma olhadinha neste link e formem sua própria opinião! ;)



http://www.boainformacao.com.br/2013/03/rede-sociais-favorecem-transparencia-e-educacao-afirmam-participantes-de-debate/

sexta-feira, 22 de março de 2013

Educação e Redes Sociais, Uma dupla que pode dá certo!!

O uso de tecnologias e redes sociais como auxilio na educação, infelizmente, ainda é mal vista pela maioria dos professores. O grande incomodo entre os discentes é a falta de atenção que os alunos, supostamente, tem durante as aulas pelos usos das redes sociais. Visando que estamos num mundo moderno e tecnológico onde a maior parte da papulação possui acesso a internet e redes sociais, talvez fosse interessante unir o útil ao agradável e utilizar essa ferramenta de maneira que venha a favorecer o aprendizado? Não seria melhor se os professores usassem esta ferramenta para ajudar na aprendizagem? Então seria bom se colocássemos os preconceitos, e desconfianças de lado para que um trabalho em conjunto possa ser feito, rendendo bons frutos. Ou ao menos tentar!

Galera dá uma olhada neste link, se trata de um professor que defende com argumento validos o uso de redes sociais na educação, não custa nada olhar os slides!! 


http://www.slideshare.net/FabulosaIdeia/redes-sociais-e-educao-15534954




VALEU!!

sexta-feira, 15 de março de 2013

REDES SOCIAIS: PRIVACIDADE?


CARACTERÍSTICAS


  • a rápida velocidade com que as informações se propagam
  • a grande quantidade de pessoas que conseguem atingir
  • a facilidade de acesso
  • a grande quantidade de informações pessoais que apresentam
  • a dificuldade de exclusão e controle sobre as informações divulgadas
  • o tempo em que as informações ficam disponíveis

RISCOS
  • Invasão de privacidade
  • Furto de identidade
  • Invasão de perfil
  • Uso indevido de informações
  • Danos à imagem e à reputação
  • Vazamento de informações
  • Recebimento de mensagens contendo códigos maliciosos
  • Recebimento de mensagens contendo phishing
  • Instalação de programas maliciosos
  • Acesso a conteúdos impróprios ou ofensivos
  • Contato com pessoas mal-intencionadas
  • Disponibilização de informações para criminosos, que as podem usar em tentativas de sequestro ou para furto de bens 

CUIDADOS
  • Considere que você está em um local público, que tudo que você divulga pode ser lido ou acessado por qualquer pessoa
  • Pense bem antes de divulgar algo, pois não é possível voltar atrás
  • Use as opções de privacidade oferecidas pelos sites e seja o mais restritivo possível
  • Mantenha seu perfil e seus dados privados
  • Restrinja o acesso ao seu endereço de e-mail
  • Seja seletivo ao aceitar seus contatos
  • Não acredite em tudo que você lê
  • Seja cuidadoso ao se associar a grupos e comunidades
  • Seja cuidadoso ao fornecer a sua localização

    Cartilha de segurança para internet. Fascículo Redes Sociais
 


 Apesar das milhares de dicas de proteção de informações, ainda hoje existe uma grande quantidade de pessoas que reclamam e sofrem sérios (as vezes nem tanto) crimes contra a imagem e a privacidade, entretanto até que ponto você mesmo expõem sua privacidade na net? e até que ponto você tem direito de reclama sobre alguma atitude?  Existem hoje na rede, em sua maioria, pessoas que expõem todos os passos e opiniões nas redes sociais e que por vezes reclamam de uma uma opinião que fulano de tal colocou no seu post, ou a foto que alguém pegou na sua pagina e postou em tal lugar, porém deve haver consciência do limite de sua privacidade, ou ao menos a ideia de privacidade. Na minha opinião, quando nós postamos alguma posição e opinião na na rede, devemos estar abertos para qualquer tipo de opinião que possa surgi desta posição a favor ou contra, criar uma briga, uma rivalidade por conta disso não seria muito intolerante?             É não minha opinião, muito hipocrisia, querer expressar toda sua opinião na rede e não tolerar que o mesmo seja feito, só pelo simples motivo de não aceitar a opinião alheia.
   Já a questão de imagem se torna uma assunto delicado, já que no mundo de hoje a aparência é tudo. A grande maioria dos processos judiciais que envolvem as redes sociais são relacionados ao vazamento de imagens, ou a utilização "errada' desta imagem de forma a ofender seu dono, mas como controlar isso? como  fiscalizar todas as fotos que postamos na net? Talvez, a culpa desta "invasão" só seja nossa ou talvez devêssemos rever os limites das redes ou os limites da "liberdade de expressão".



sexta-feira, 8 de março de 2013

Educação a distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas



Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida 



RESUMO


          O advento das tecnologias de informação e comunicação – TIC trouxe novas perspectivas para a educação a distância, devido às facilidades de design e produção sofisticados, rápida emissão e distribuição de conteúdos, interação com informações, recursos e pessoas. Assim, universidades, escolas, centros de ensino e organizações empresariais oferecem cursos a distância através de recursos telemáticos, os quais podem assumir distintas abordagens. Este artigo discute as abordagens usuais da educação a distância e apresenta a evolução dessa modalidade educacional no Brasil, destacando o uso crescente de ambientes virtuais de colaboração e aprendizagem na educação a distância e a potencialidade das TIC para o desenvolvimento de um processo construtivo. 



<https://www2.ufmg.br/ead/ead/Home/Biblioteca-Digital/Referencias/Educacao-a-distancia-no-Brasil-diretrizes-politicas-fundamentos-e-praticas

olá galera esse é um texto de uma professora da  PUC. O texto traz informações sobre oque é a ensino de educação a  distância e como as politicas públicas agem com relação a tais politicas e diretrizes. Logo abaixo tem um link do MEC que traz algumas referencias de qualidade do ensino de educação a distância, olhem, confiram, analise e formem sua própria opinião.


Valeu Galera


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12777%3Areferenciais-de-qualidade-para-ead&catid=193%3Aseed-educacao-a-distancia&Itemid=865 >

sexta-feira, 1 de março de 2013

O LIVRO VERDE!

O Livro Verde é um livro de metas para a tecnologia no Brasil, que foi lançado em 2000. O Livro trás ideias e questões interessantes, entretanto tudo que se desejou alcançar, não teve muito sucesso ao longo destes 13 anos, não se pode deixar de notar que algum progresso foi feito,claro! Afinal não é por acaso que a grande  maioria da população brasileira tem acesso ao computador ou tem um computador em casa, porém muito ainda precisa ser feito, no que se diz respeito a educação e a internet. 

 Olhem o link <http://projetos.unioeste.br/campi/nit/files/caelum-java-web-fj21.pdf>








sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PARA QUEM QUISER SABER MAIS, FICA A DICA!!

Inclusão digital de idosos: a descoberta de um novo mundo


Front Cover

ISSO É BEM LEGAL!!!



Projeto de inclusão digital para idosos e deficientes recebe prêmio internacional

30/11/2010 16:30 - Portal Brasil


O projeto Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (Stid), desenvolvido pela Fundação Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e financiado com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), foi um dos ganhadores do Prêmio Frida/eLAC 2010.

A premiação seleciona projetos de pesquisa ou inovação que tenham contribuído para avanço da sociedade da informação na América Latina e no Caribe. O Stid foi premiado na categoria infraestrutura e acesso, e recebeu também o prêmio ouro por ter sido escolhido como um dos destaques do Frida/eLAC 2010.
Executado entre 2005 e 2009, o Stid desenvolveu soluções voltadas para inclusão digital de pessoas com dificuldades para interagir com o computador, como idosos, deficientes auditivos e visuais e, ainda, pessoas semianalfabetas e analfabetas. O projeto recebeu R$ 24 milhões do Funttel.
Um dos resultados da iniciativa, que envolveu uma equipe de aproximadamente 60 pessoas, é um modelo de interação para interfacesweb com foco em serviços de governo eletrônico (e-gov). Além de interfaces inclusivas voltadas para o público-alvo, foram desenvolvidos dois serviços de governo eletrônico: o Inclua Saúde, que permite agendar consultas médicas por meio do computador ligado à internet, e o Previdência Fácil, com informações sobre aposentadoria.
Os serviços foram instalados nos telecentros das cidades-teste e permitiram avaliar o processo de inclusão digital por meio de serviços de e-gov e interfaces inclusivas.


REFERÊNCIA: http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/11/30/projeto-de-inclusao-digital-para-idosos-e-deficientes-recebe-premio-internacional

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O que é inclusão digital?

O que se pode esperar da Segunda Oficina para Inclusão Digital em Brasília?
por Gabriella Ponte
5º período - Jornalismo


A inclusão digital tem sido um dos principais temas de discussão na sociedade civil, nas instituições e no governo dos países de todo o mundo, inclusive os da América Latina. Todos procurando achar uma solução para uma maior democratização da Internet nos países menos desenvolvidos. A inclusão digital é uma das mais urgentes medidas que o governo atual precisa tomar.
Aqui no Brasil, acontece a Segunda Oficina para Inclusão Digital, organizada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da sua Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, o Sampa.org e o RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor. O evento se realizou em Brasília nos dias 27 a 30 de maio. Seu objetivo, além de continuar o trabalho da primeira edição de 2001, é discutir e definir as estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades para a população brasileira, em relação aos recursos das tecnologias de informação e comunicação existentes.
A discussão se dividiu em duas partes: a primeira conta com palestras que abordam a visão e os temas centrais sobre Inclusão Digital e Inclusão Social, com a participação do público em geral para debater os assuntos afins. Já na segunda parte, com Grupos de Trabalho separados por temas, especialistas do setor e da sociedade civil, junto com representantes do governo, debatem estratégias a serem utilizadas para viabilizar a inclusão digital aos brasileiros.
Para ajudar o governo a colocar a inclusão digital em prática, organizações não-governamentais e instituições trabalham em possíveis projetos a serem realizados, como uma maior implantação de computadores que podem ser usados por toda a comunidade local, com acesso à Internet. Assim, combatendo a exclusão digital, conseqüentemente a exclusão social, e fazendo com que a população exerça a cidadania. Com isso, todos estariam a caminho da sociedade da informação.
Essa iniciativa conta com o esclarecimento de dúvidas, discussões sobre as práticas do governo, os desafios que precisam ser vencidos, e, o mais importante, a participação da comunidade no movimento. O maior enfoque das Plenárias Interativas de Governo para Cidadão é ilustrar as melhores práticas que estão sendo adotadas pelas diferentes esferas governamentais.
Os representantes do Governo têm o intuito também de mostrar à população que estão agindo para a melhoria do desenvolvimento da inclusão digital. O objetivo principal é integrar o máximo possível de pessoas que estão excluídas da cidadania. Tanto que, de acordo com informações do site do Planalto, o Governo autorizou uma medida que incentivará a instalação de 4.200 computadores em agências dos Correios, em quase 4.000 municípios, para o uso público. Além disso, todos terão o direito de obter uma conta de email gratuita e poderão se conectar durante dez minutos. Quem colocará essa medida na prática será o Ministério das Comunicações.
A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação na ONU também terá o seu espaço, onde as propostas de ações e metas para a formação da Sociedade da Informação serão debatidas, visando a participação do governo brasileiro na criação de dois documentos: uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação.
Como uma pequena parcela da população está conectada à Internet, poucas a utilizam para se comunicar com o governo. Esse tipo de exercício da cidadania se chama governo eletrônico, que será também levado a frente pelo atual governo, pautando-se nas iniciativas de sucesso em implantação de estratégias nessa área.
Os representantes do evento estão esperando que os desdobramentos sejam positivos, mas será que cidadãos comuns acreditam que o governo conseguirá incluir digitalmente os brasileiros atualmente desconectados da Internet? Luíza Marcato, 44 anos, empresária, acredita que “se num país onde imperam a fome, o desemprego, o analfabetismo e falta de vagas nas escolas, o mais importante seria solucionar tudo isto primeiro para depois viabilizar a inclusão digital. Mas estou torcendo para que realmente dê certo, embora ache difícil que o governo empregará tanto dinheiro neste projeto”.
Rodrigo Baggio, mentor do CDI, explica a importância do domínio das novas tecnologias para abrir oportunidades de trabalho e de geração de renda, ao dar acesso a informações e espaços de sociabilidade. "Se a Tecnologia da Informação for utilizada como uma ferramenta cidadã, poderá não só transformar vidas e desenvolver comunidades de baixa renda, como transformar as sociedades em grupos mais igualitários, com maior liberdade e solidariedade".


Esse artigo foi postado no blog <http://direitoeprocesso.blogspot.com.br/2009/03/revolucao-tecnologica-e-sociedade.html>, pertence a um advogado chamado Daniel Coutinho de Belém do Pará, lá tem um post bem interessante com o titulo Revolução Tecnológica e Sociedade Contemporânea que aborda alguns dos assuntos já tratado em sala de aula. Leia!!!!


Valeu galeraaaaaaa...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

INCLUSÃO DIGITAL
 
 
GALERA OLHA ESSE LINK http://caminhoinclusaodigital.wikidot.com/o-que-e-inclusao-digital, TEM UM VIDEOZINHO LÁ BEM INTERESSANTE!!
 
 
VALEU!!






QUADRO ATUAL DAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
 
  
 
Tem sido observada nas duas últimas décadas uma expansão significativa de ações relacionadas à divulgação científica no Brasil: criação de centros e museus de ciência; surgimento de revistas e websi-tes; maior cobertura de jornais sobre temas de ciência, em especial aqueles ligados à genética moderna e seus impactos; publicação crescente de livros; organização de conferências populares e outros eventos que despertam interesse em audiências diversificadas por todo o país. Mas o quadro se mostra ainda frágil e limitado com amplas parcelas da população brasileira sem acesso à educação científica e à informação qualificada sobre CT. Como um reflexo da desigualdade na distribuição da riqueza, dos recursos em CT e dos bens educacionais, os museus de ciência estão fortemente concentrados em poucas reas do país. Apesar do crescimento expressivo dos últimos anos, um número muito pequeno de brasileiros, cerca de 1% da população, visita algum centro ou museu de ciências a cada ano. Para fins comparativos, a visitação a museus em alguns países europeus chega a atingir 25% da população. Do ponto de vista da formação de profissionais na área de comunicação em ciência, as iniciativas são ainda inci-pientes, embora haja um interesse crescente por cursos deste tipo. Faltam também estudos e análises mais aprofundadas sobre as estratégias, práticas e o impacto das atividades de divulgação e sobre as características, atitudes e expectativas da audiência. A valorização acadêmica das atividades de exten-são, em particular na divulgação científica, é ainda pequena. Pontos positivos a serem destacados foram a criação recente, pelo CNPq, do Comitê Temático de Divulgação Científica e o surgimento de vários editais para divulgação científica e extensão uni-versitária.

Do lado da mídia, a cobertura sobre CT nos meios de comunicação é no geral deficiente e freqüentemente de qualidade inferior. Na mídia impressa e televisiva, a ciência é apresentada usualmente como um empreendimento espetacular, no qual as descobertas científicas são episódicas e realizadas por indivíduos particularmente dotados. As aplicações reais ou imaginadas da ciência recebem grande ênfase, mas o processo de sua produção, seu contexto, suas limitações e incertezas são usualmente ignorados e predominam modelos conceituais simplificados sobre a relação ciência e público, como o ‘modelo de déficit&#146;.

Quanto à educação científica formal, o quadro se apresenta sombrio, com o desempenho em geral muito baixo dos estudantes brasileiros nos assuntos que envolvem ciências e matemáticas. O ensino de ciências é, em geral, pobre de recursos, desestimulante e desatualizado. Curiosidade, experimentação e criatividade geralmente não são valorizadas. Ao lado da carência enorme de professores de ciências, em especial professores com boa formação, predominam condições de trabalho precárias e pouco estímulo ao aperfeiçoamento. As deficiências graves em laboratórios, bibliotecas, material didático, inclusão digital e outras só fazem tornar mais difícil o quadro. Se nosso ensino médio sofreu expansão acelerada nos últimos anos, ainda assim uma parcela muito pequena de brasileiros conclui esta etapa. A média de escolaridade dos brasileiros (menos de oito anos) é muito baixa quando comparada com países desenvolvidos e mesmo com outros países latino-americanos. No ensino universitário, é ainda muito reduzida a proporção de estudantes (11% em relação à população), quase 80% deles em faculdades particulares. E apenas 1% dos jovens brasileiros se volta para carreiras em áreas de CT.

Em função desta análise, algumas linhas prioritárias de ação no domínio da divulgação científica e tecnológica foram estabelecidas pela Secis/MCT para o período 2004/2006:
1. apoio a centros e museus de ciência (criação e fortalecimento de centros e museus de ciência, itinerância de exposições, Programa Ciência Móvel);
2. estímulo a uma presença maior e mais qualificada da CT na mídia;
3. colaboração na melhoria do ensino de ciências nas escolas (em parceria com o MEC), com apoio a olimpíadas, feiras de ciências, concursos e outros eventos e à melhoria da qualificação e das condições de trabalho dos professores;
4. criação e consolidação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A realização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2004 e 2005 teve êxito grande;
5. apoio a eventos importantes de divulgação científica, como encontros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e entidades similares, as comemorações do Ano Mundial da Física (2005), ou do centenário do vôo do 14-Bis (2006);
6. promoção de ações regionais de divulgação em parceria com governos estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa, Terceiro Setor e outras;
7. apoio à formação e qualificação de comunicadores em ciência e busca de valorização acadêmica da área;
8. programas dos centros vocacionais tecnológicos e de inclusão digital com forte componente voltada para a popularização da CT;
9. estabelecimento de cooperações com governos e organismos internacionais [Ibero-América (Cyted), Mercosul (Recyt), Unesco, RedPop e outros] na área da popularização da CT.

PROPOSTAS PARA A FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA DE POPULARIZAÇÃO DA CT

Como vimos, a divulgação científica e tecnológica tem um papel importante na formação permanente de cada pessoa e no aumento da qualificação geral científico-tecnológica da sociedade. Em função disto, muitos países têm estabelecido, nas últimas décadas, políticas e programas nacionais voltados para a popularização da CT, como ocorreu na Inglaterra, EUA, Chile, França e China. Na formulação e execução de um programa deste gênero devem ser mobilizados setores sociais como universidades, instituições de pesquisa, centros e museus de ciência, entidades científicas, profissionais e sindicais, órgãos governamentais, mídia impressa e televisiva, empresas e outras entidades, com a finalidade de promover um conjunto de atividades de divulgação científica de forma articulada e permanente. O programa deve ser estabelecido a partir de ampla discussão com os setores interessados e atuantes na produção e na transmissão de conhecimentos. Uma proposta inicial para uma política pública de popularização da CT foi apresentada e discutida recentemente na III Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, e alguns de seus principais pontos estão sintetizados abaixo.