sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O que se pode esperar da Segunda Oficina para Inclusão Digital em Brasília?
por Gabriella Ponte
5º período - Jornalismo


A inclusão digital tem sido um dos principais temas de discussão na sociedade civil, nas instituições e no governo dos países de todo o mundo, inclusive os da América Latina. Todos procurando achar uma solução para uma maior democratização da Internet nos países menos desenvolvidos. A inclusão digital é uma das mais urgentes medidas que o governo atual precisa tomar.
Aqui no Brasil, acontece a Segunda Oficina para Inclusão Digital, organizada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da sua Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, o Sampa.org e o RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor. O evento se realizou em Brasília nos dias 27 a 30 de maio. Seu objetivo, além de continuar o trabalho da primeira edição de 2001, é discutir e definir as estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades para a população brasileira, em relação aos recursos das tecnologias de informação e comunicação existentes.
A discussão se dividiu em duas partes: a primeira conta com palestras que abordam a visão e os temas centrais sobre Inclusão Digital e Inclusão Social, com a participação do público em geral para debater os assuntos afins. Já na segunda parte, com Grupos de Trabalho separados por temas, especialistas do setor e da sociedade civil, junto com representantes do governo, debatem estratégias a serem utilizadas para viabilizar a inclusão digital aos brasileiros.
Para ajudar o governo a colocar a inclusão digital em prática, organizações não-governamentais e instituições trabalham em possíveis projetos a serem realizados, como uma maior implantação de computadores que podem ser usados por toda a comunidade local, com acesso à Internet. Assim, combatendo a exclusão digital, conseqüentemente a exclusão social, e fazendo com que a população exerça a cidadania. Com isso, todos estariam a caminho da sociedade da informação.
Essa iniciativa conta com o esclarecimento de dúvidas, discussões sobre as práticas do governo, os desafios que precisam ser vencidos, e, o mais importante, a participação da comunidade no movimento. O maior enfoque das Plenárias Interativas de Governo para Cidadão é ilustrar as melhores práticas que estão sendo adotadas pelas diferentes esferas governamentais.
Os representantes do Governo têm o intuito também de mostrar à população que estão agindo para a melhoria do desenvolvimento da inclusão digital. O objetivo principal é integrar o máximo possível de pessoas que estão excluídas da cidadania. Tanto que, de acordo com informações do site do Planalto, o Governo autorizou uma medida que incentivará a instalação de 4.200 computadores em agências dos Correios, em quase 4.000 municípios, para o uso público. Além disso, todos terão o direito de obter uma conta de email gratuita e poderão se conectar durante dez minutos. Quem colocará essa medida na prática será o Ministério das Comunicações.
A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação na ONU também terá o seu espaço, onde as propostas de ações e metas para a formação da Sociedade da Informação serão debatidas, visando a participação do governo brasileiro na criação de dois documentos: uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação.
Como uma pequena parcela da população está conectada à Internet, poucas a utilizam para se comunicar com o governo. Esse tipo de exercício da cidadania se chama governo eletrônico, que será também levado a frente pelo atual governo, pautando-se nas iniciativas de sucesso em implantação de estratégias nessa área.
Os representantes do evento estão esperando que os desdobramentos sejam positivos, mas será que cidadãos comuns acreditam que o governo conseguirá incluir digitalmente os brasileiros atualmente desconectados da Internet? Luíza Marcato, 44 anos, empresária, acredita que “se num país onde imperam a fome, o desemprego, o analfabetismo e falta de vagas nas escolas, o mais importante seria solucionar tudo isto primeiro para depois viabilizar a inclusão digital. Mas estou torcendo para que realmente dê certo, embora ache difícil que o governo empregará tanto dinheiro neste projeto”.
Rodrigo Baggio, mentor do CDI, explica a importância do domínio das novas tecnologias para abrir oportunidades de trabalho e de geração de renda, ao dar acesso a informações e espaços de sociabilidade. "Se a Tecnologia da Informação for utilizada como uma ferramenta cidadã, poderá não só transformar vidas e desenvolver comunidades de baixa renda, como transformar as sociedades em grupos mais igualitários, com maior liberdade e solidariedade".


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